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Razões para Acreditar, sim!

Razões para Acreditar, sim!
T
enho estado meio ausente por aqui. Primeiro, porque estou prestes a viajar e estou numa correria danada. Por outro lado, sinceramente, ando sem tesão algum para escrever. Os últimos meses têm sido uma sucessão de acontecimentos que não me têm me dado prazer algum de sair e desfrutar a cidade. Desculpe, sou assim! Sensível para quem me conhece, dramática para quem não. Como dizia Saramago: “Se tens um coração de ferro, bom proveito.  O meu, fizeram-no de carne, e sangra todo dia”.

Na próxima quarta-feira estarei embarcando para a Costa Rica. Vou ficar por lá 10 dias trabalhando na ONG Leatherback Trust, É um trabalho voluntário que ajuda a salvar Tartarugas Marinhas, que estão em risco de extinção (todas as espécies de tartarugas marinhas estão, no caso).
Para quem não sabe, a Costa Rica é vista como país-modelo quando o assunto é preservação da natureza. Rios limpos e florestas preservadas fornecem serviços a população. O governo costa-riquenho atribui valores a diversos serviços ambientais e paga esses valores aos proprietários de terra e empresas que os fornecerem.

Tem muito mais a se falar da Costa Rica. Eu iria fazer esse post somente na semana que vem, quando inicio uma das viagens mais sensacionais e inspiradoras para mim. Era para ser um post dos mais positivos. Tenho que pedir desculpas novamente, pois não deu!

Além de todos os fatos das últimas semanas, hoje pela manhã, leio uma notícia da Folha sobre o “acidente” em Minas que me deixou consternada.
“Ambientalistas prevêem que a mistura de barro e rejeitos de minério pode afetar tartarugas e peixes marinhos no Espírito Santo e até mesmo “soterrar” um trecho do recife de corais que compõe o banco de Abrolhos, dependendo da concentração de sedimentos que chegar à foz do rio.”.
Confesso: tive uma crise de choro. A sensação de impotência me dominou. Me sinto correndo para conter um incêndio na floresta, com um conta gotas. A partir de então, estou me questionando se vale a pena. Quantos animais vou salvar lá e quantos serão mortos aqui? Estou realmente salvando ou só adiando algo que vai acabar ali na frente? Tenho razão para me importar ou sou somente a drama queen? Tocar o foda-se ou sair chacoalhando as pessoas para que elas se atentem ao que anda acontecendo ao nosso redor?

Sei que não estou sozinha. Eu quero muito acreditar que a cada maldade no mundo, existem dezenas fazendo o bem.

Sempre que estamos com medo, tendemos a nos esconder. Uma experiência inusitada aconteceu comigo há alguns anos atrás. Meu namorado me ensinava a dirigir. Um dia, numa curva, cometi o erro de pisar no freio. Quase rodei e, se não fosse ele, teria jogado o carro na mureta. Aquilo me deixou em pânico e disse que NUNCA MAIS passaria por aquele lugar novamente. Alguns dias depois ele me obrigou a passar novamente pelo lugar. Achei um absurdo ele me obrigar a fazer algo que não queria. Eu tinha uns 23 anos e mal sabia dirigir. Mas, depois de relutar muito, eu concordei. Com medo, mas fui! Passei pelo mesmo local e tudo deu certo. Foi um obstáculo superado e nunca mais tive neuras novamente com isso.
Sem saber, ele motivou algo que eu levo, para qualquer coisa que me aconteça, o resto da vida: sempre que passo por alguma adversidade, depois de um tempo absorvendo o fato, eu me forço a criar coragem, levantar e seguir.

Tenho seguido sempre assim! Acredito que isso também ajude a motivar a todos que têm momentos de medo e desespero pelo futuro, pelo que virá. Mas essa “dor” deve estar sempre precedida de uma oportunidade para mudarmos. Talvez a gente tenha que passar por tudo isso para revermos o valor que temos dado aos pequenos detalhes, ao próximo e à natureza.

 

PS: Sou de humanas, gente! Me dá um desconto pra tanta comoção!  😛

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