"REFÚGIOS"

Meus dias em Cabuyal Parte 4

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"REFÚGIOS"

Meus dias em Cabuyal Parte 3

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"REFÚGIOS"

Meus dias em Cabuyal Parte 2

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"REFÚGIOS"

Meus dias em Cabuyal Parte 1

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"EN CANTOS""ENTRE NÓS"

Império Matarazzo

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Sem categoria

Razões para Acreditar, sim!

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"DIVERSÃO & ARTE""EN CANTOS"

O dia em que invadimos o União Fraterna

O dia em que invadimos o União Fraterna

O
convite para comemorar o aniversário de uma amiga surgiu por acaso, mas a vontade de conhecer um baile da melhor (ou terceira) idade, sempre existiu. Não poderia ser em lugar melhor: o Clube da União Fraterna.

imagesPara quem não conhece, o União Fraterna é um belíssimo prédio na esquina da rua Guaicurus, tombado pelo CONPRESP como patrimônio histórico da Cidade de São Paulo desde 1994. Antigamente existia lá a Sociedade União Fraterna que foi fundada em 1925 e que servia como prestadora de assistência médica gratuita ou de baixo custo, atividades filantrópicas, beneficentes, além de ensino de datilografia e inúmeras atividades recreativas, como bailes, festas e eventos especialmente destinados à terceira idade. Desde seu princípio acheter viagra a atenção à coletividade carente e necessitada foi uma de suas atividades fundamentais. Hoje ainda funciona com trabalhos assistenciais, mas o que o mantém mais conhecido são os bailes que acontecem aos sábados. Seu Manoel Rogério e Dona Toninha são os casal organizador do Baile MR desde o ano 2000. Eles são o casal do meio na foto de capa deste post. Seu Rogério é quem nos recebe no final da escada de carpete vermelho. O salão é lindo. Piso, lustres, janelões...tudo preservado. As senhoras e senhores elegantes, dançam sem uma pausa, ao som de música ao vivo, que vai da valsa, forró, bolero, samba a música romântica. Alguns já tem passinhos ensaiados que a gente não conseguiu acompanhar! rs...

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Algumas 'moças' carregam a faixa com o título de 'Princesa do baile'. Somente um casal é o rei e a rainha do baile (foto). Segundo o rei, pra mim: "Eu danço tudo, querida! Só não danço essas músicas universitárias". (nem eu, seu Rei!). 

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"COMER & BEBER""DIVERSÃO & ARTE"

Viúva do Drosophyla

Viúva do Drosophyla

B
ar que nasceu em Belo Horizonte nos anos 90 e veio pra São Paulo em 2001, na rua Pedro Taques 68, numa rua escondida, travessa da movimentada Consolação, acabou ganhando o coração dos seus frequentadores. Tanto, que ele começou a fazer mais sucesso em São Paulo do que em sua cidade de origem. Não só pelo aconchego da casinha dos anos 30, como pela decoração com riqueza de detalhes, som ambiente de qualidade, um cardápio divertido, pratos simples e gostosos, drinks diferentes (como o drink do Imperador que era servido num cálice que acendia quando batia o fundo) e um gatinho (felino) que circulava pelo bar. Ah, a garagem da casa servia de lojinha com roupas e acessórios. A sensação que tinha é que estávamos numa festa na casa de amigos. Era um lugar onde se ia depois do trabalho, rever amigos, comemorar algum aniversário...Pessoalmente, minhas lembranças de lá sempre foram muito boas.

A surpresa veio em julho do ano passado, quando foi noticiado que o sobrado seria demolido para a construção de (mais) um edifício. Foi triste não só pelo valor histórico. Junto com o sobrado, ia embora vários bons momentos. Deveríamos estar acostumados. Em São Paulo, não temos a cultura de preservar nossa história.

Mas em janeiro desse ano tivemos uma boa notícia. O Drosophyla foi reaberto. E o que é mais incrível é que está instalado num casarão tombado da década de 20. A casa foi totalmente restaurada e está impecável. É maior que a anterior, ou seja, passará mais tempo olhando cada detalhe. Janelões belíssimos no andar superior, onde antes, provavelmente, era um quarto e que dão para uma varanda.Nada a dever para o anterior. O uniforme dos funcionários é assinada pelo Ronaldo Fraga.

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"REFÚGIOS"

Aldeia Rio Silveiras

Aldeia Rio Silveiras
Difícil descrever. É uma viagem para ser vivenciada, experimentada. Sons, perfumes, visual, sabores, texturas e um sexto sentido que torna a atmosfera do local algo que vai além de palavras.

A viagem começa partindo de São Paulo, sentido Mogi. Com uma primeira parada na Serra do Mar, no Mirante da Cachoeira do Elefante ou Cachoeira do Itapanhaú. São 3 belas quedas e a maior tem mais de 80 metros. Tem esse nome porque uma das rochas tem a forma de uma cabeça de Elefante. Requer bastante abstração! Eu não vi, mas se você viu, meliga!!!

Seguimos então, para nosso destino: a Aldeira Rio Silveiras.
Situada no litoral norte, divisa com Boracéia e São Sebastião. A Aldeia tem mais de 948 hectares (achei pouco!). Ali vive a maior tribo Tupi Guarani do Estado. E a MAIOR tribo tem apenas cerca de 400 índios. Fiquei um pouco chocada ao saber como eles foram "espremidos" pelo """progresso""" e que para entrar na aldeia, você passa por um portão! O lado bom é que, dentro dessa área, eles estão protegidos pelo governo Federal. Nem a Polícia Militar pode entrar sem autorização ou sem solicitação dos índios. Lá eles também tem escola, assistência médica e odontológica e também podem manter suas culturas e tradições sem interferência do "homem branco". É como um país dentro de outro. Por outro lado, estão delimitados nessa área. E já perderam muito da Mata Atlântica em todos esses anos desde o descobrimento.
A visita a tribo foi um pouco rápida (ou a vontade de ficar mais era grande). Fomos recebidos pelo Cacique Veramirim. Ele fez uma apresentação, tirando algumas dúvidas. Registrei alguns trechos nesses 3 videos abaixo:

A parte da Aldeia que visitamos só haviam crianças e mulheres mais jovens. Nenhuma criança fala português (notem em um dos vídeos que o Cacique fala em tupi com uma criança). Acredito que, somente quando começam a alfabetização é que começam a se familiarizar com a língua portuguesa. Isso significa que, apesar do avanço, eles têm conseguido preservar bastante de sua cultura. Ainda mantém a língua nativa, as danças, as músicas, o artesanato (feito pelas mulheres e culinária).

Após essa apresentação, o Cacique orientou seu filho mais jovem para nos levar mata adentro até a cachoeira. São 4 km (ida e volta). Parece pouco, mas é um pouco difícil. Há partes com pequenas pontes feitas de troncos, atolamento na lama, pedras escorregadias, o desafio de escolher a melhor pedra para pisar no meio do Rio,muitos girinos próximos a água e...uma cobra veio nos receber!!! Antes que alguém entrasse em pânico, o garoto/curumim, que ia na frente, com um facão, abrindo caminho, em total silêncio, a mandou embora e continuou caminhando como se nada tivesse acontecido.
Abaixo, algumas fotos:

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"EN CANTOS""REFÚGIOS"

Caminho do Mar

Caminho do Mar

Fazer essa caminhada é não só uma viagem no tempo do Brasil colônia como também, para quem teve oportunidade de ir ao litoral por ela, recordar a emoção que era passar por esta estrada cheia de curvas, monumentos e vista maravilhosa.

A long long time ago....

A princípio, só existia uma pequena estrada que ligava o Planalto de Piratininga (hoje São Paulo) ao litoral. Primeiro as trilhas dos tupiniquins, depois a chamada "Calçada de Lorena" que está preservada até hoje. Foi o primeiro caminho pavimentado a mando do então governador Bernardo José Maria de Lorena. Trata-se de um estreito caminho (não tem mais que 1 metro), todo em pedra, cujo percurso era feito, na maior parte das vezes, por mulas que transportavam mercadorias no lombo.

Devido ao progresso, começaram as surgir as carroças e carruagens e, com isso, houve a necessidade de uma estrada mais larga para a passagem. Surgiu, então, a "Estrada da Maioridade" em homenagem a Dom Pedro II. Com ela, também surgiu o "Rancho da Marioridade", por conta da visita da família real a São Paulo em 1846. Está lá até hoje e tem uma bela visão de parte da baixada.

O "Caminho do Mar", que é popularmente conhecido, só surgiu mesmo no século XX, após uma reconstrução financiada pelo capital do café, o mais importante comércio do Estado. Também pelo aumento do uso dos carros. Uma pena que se pensava na época que deveria investir mais em estradas pavimentadas e, com isso, as estradas de ferro foram abandonadas por serem consideradas "coisas ultrapassadas". Graças a esse grande equívoco que estamos pagando um preço alto hoje com o enorme fluxo de veículos. Pavimentou-se tudo com asfalto e liberaram os automóveis de passeio. Tornou-se a primeira estrada asfaltada da América Latina. Provavelmente, nesta mesma época, também surgiram as primeiras farofas com galinha! Foram anos de ostentação! Muitas reformas, mãs...como o povo foi fazendo filho em níveis alarmantes, a estrada já não dava mais conta. Além das curvas perigosíssimas (que até o Robertão reclamou que não passaria mais por elas. Oi?). Em 1947, inauguraram então a Via Anchieta. Uma estrada mais aprimorada. Fizeram mais filhos! Em 1974 inauguraram a Rodovia dos Imigrantes.

Devido à pouca segurança, a Estrada Velha de Santos foi fechada para os carros em 1985. Em 2011 ela foi fechada definitivamente para o público por causa das chuvas que danificaram a pista e provocaram deslizamentos de terra. Foi privatizada, restaurada e reaberta em 2013, mas somente para o ecoturismo (automóveis não são permitidos).

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"REFÚGIOS"

Pico do Urubu

Pico do Urubu
Situado em Mogi das Cruzes a 62 Km de São Paulo, num ponto culminante da Serra do Itapety. A caminhada começa no pé do morro, na Avenida Benedito Ferreira Lopes. A pé, precisa de um pouco de disposição, pois são quase 4,7 Km de subida constante. Se não está acostumado, recomendo ir de carro, já que a estrada é asfaltada e em boas condições. Por causa da altitude dessa montanha (1140 metros), ela atrai muitos turistas para a prática de vôos livres como paraglider e asa-delta durante todo o ano, mas principalmente no inverno.

A visão do cume é de 360º. Ao norte, está a Serra da Mantiqueira, ao oeste as cidades de Suzano, Poá e Itaquaquecetuba, ao leste toda a Serra do Itapety e ao sul a vista panorâmica de Mogi das Cruzes com a Serra do Mar ao fundo.

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"DIVERSÃO & ARTE"

Andy Summers – Del Mondo

Andy Summers – Del Mondo
Para um músico, a melhor parte de trabalhar com o que gosta, é poder viajar e conhecer lugares e pessoas que, em outra profissão certamente, não teria a mesma facilidade. Melhor ainda se é um banda de sucesso que pode conhecer o mundo todo, estando em contato com culturas totalmente diferentes das suas. Para um artista que, além da música, ainda tem a paixão por fotografia, isso é ainda mais incrível. Esse é o caso do Andy Summers. Sim, aquele mesmo! O guitarrista do The Police.

Durante todos esses anos de estrada, Andy Summers vem documentando as cidades por onde sua banda passa. Quando o The Police acabou e ele foi se interessando mais pelo jazz e a música clássica, ele passou a se dedicar mais ainda à fotografia, mostrando talento e sensibilidade para "captar" imagens, sempre em preto e branco. Algumas fotos tem total relação com a música, outras não tem essa ligação direta, porém há uma conexão visual entre elas.
Andy Summer fotografou os fãs, concertos, motoristas, quartos de hotel, garçons, a banda e fotografou a si mesmo. Ele saiu noite após noite, vagando pelas ruas com sua câmera e começou uma caçada fotográfica pelas madrugadas de Los Angeles, Tóquio, Londres, Bali, Nepal, Macau....e para que tá me dando inveja!!!!

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"COMER & BEBER"

Cafezal Café

Cafezal Café
Confesso: todas as vezes que fui no CCBB ver alguma exposição, nunca tinha reparado nesse restaurante no terceiro piso. Talvez porque nunca tinha ido em alguma exposição na hora do almoço (a hora que abre). Confesso também que eu só queria dar uma paradinha na exposição do Kandinsky pra tomar um café e descobri que não serviam somente café no horário das 11 às 17 horas (qual o nome do estabelecimento mesmo?). Só após esse horário. Daí, como eu tava lá, almocei.

Ele é o mesmo café que tem no piso térreo, com a diferença que serve almoço e...não serve café antes da 17 horas. O que vi foi muita gente sentando e pedindo um café e, ao ser avisados que era só almoço, as pessoas se levantavam e iam embora. Enfim...

O cardápio até que é bem variado: risotos, massas, carnes...mas, como a maioria das vezes, estou na saga de alguma exposição, melhor seguir com as saladas e quiches. Também tenho minhas dúvidas se o restaurante tem estrutura de restaurante e se realmente os pratos são produzidos na hora. Me parece mais aquela estrutura "Frans Café" de pratos descongelaados na hora. Posso estar fazendo um julgamento equivocado, mas essa é a impressão que tenho. Mas qualquer dia peço um "prato" para testar. Um dia que não tenha que ficar andando mais 2 horas na exposição, no caso1

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"ENTRE NÓS"

Seu Oscar Rivero

Seu Oscar Rivero
Talvez tenha passado por ele diversas vezes pela Benedito Calixto ou pela feira do Bixiga sem saber que ele era o avô do Facundo Guerra. Um dois mais importantes empresários da noite paulistana, sócio do antigo Vegas, do Riviera, do Lions, Cine Jóia, PanAm e por aí vai...

Seu Oscar vendia balas de coco, no início, a contragosto da filha (mãe de Facundo), que achava perigoso que seu pai saísse sozinho pelas ruas. Mas essa era sua condição para deixar Córdoba, na Argentina, em 99, e vir morar com ela no Brasil.

Dono de um estilo próprio, sempre de camisa, calça social e chapéu Panamá, atraía os clientes recitando versos improvisados. E toda semana ia de ônibus até uma fábrica de balas em Guarulhos para repor o estoque.

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"DIVERSÃO & ARTE"

Ocupação Vilanova Artigas

Ocupação Vilanova Artigas
Em comemoração ao centenário de seu nascimento, a Ocupação mostra a trajetória desse arquiteto, professor, articulador de instituições culturais e militante político perseguido na ditadura.
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Detalhe do Edifício Louveira

Apesar de não ser tão conhecido pelo público,
Artigas está entre os maiores arquitetos brasileiros,
junto com Niemeyer e Lina Bo Bardi.
Responsável por projetos como o Edifício Louveira (na Praça Vilaboim, que serviu de locação para algumas cenas do filme "Ensaio sobre a Cegueira"), o Prédio da FAU/USP, a Casa Elza Berquó (Chácara Flora), a Rodoviária de Jaú (interior de São Paulo), o Parque Anhangabaú, a Casinha (Campo Belo), Vestiários e Piscinas do São Paulo Futebol Clube, Casa Benedito Levi (Jardim Europa), Casa da Criança (Londrina/Paraná), Casa Mário Taques Bitencourt (rua Votuporanga, 275- Sumaré), Conjunto Habitacional CECAP Guarulho (sim, aquele mesmo que os Mamonas moravam), diversas passarelas, como a de frente ao Aeroporto de Congonhas, além de muitas outras, totalizando mais de 700 obras concluídas. Além de todo seu trabalho como arquiteto, Artigas foi professor da FAU/USP, implementando uma reestruturação no curso de arquitetura que acabou sendo adotada por escolas de todo o país.

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"DIVERSÃO & ARTE"

Elomar, um Menestrel Sertanezo

Elomar, um Menestrel Sertanezo
Arecente Ocupação do Itaú Cultural é dedicada a Elomar Figueira Mello. Arquiteto, primoroso cancioneiro e escritor que retrata a vida do sertão.

Para essa Ocupação, o Itaú Cultural recriou uma casa de fazenda. Mais precisamente a Casa dos Carneiros, fazenda que fica em Vitória da Conquista, na Bahia e lugar onde hoje vive Elomar. Música, bodes, cadeiras, cercas, janelas com vista para a paisagem do sertão...tudo leva o público às narrativas presentes na música de Elomar. Um ambiente lúdico que nos leva a contemplação e ao encantamento da vida longe das grandes cidades.
Suas músicas são uma mistura do erudito (já gravou com Arthur Moreira Lima) com o popular cancioneiro do sertão. Uma mistura de violeiro com trovador da idade Média.Suas letras também transitam entre o poeta lírico e as expressões próprias do dialeto sertanezo

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