“COMER & BEBER”

"COMER & BEBER""DIVERSÃO & ARTE"

Jack Daniel’s Saloon

Jack Daniel’s Saloon

E
está de volta, pelo segundo ano consecutivo o Jack Daniel's Saloon. Um bar temporário, que segue a mesma linha do Heineken Up On The Roof, só que este é dedicado ao rock. Nessa segunda edição, o espaço escolhido é o antigo Aeroanta. Uma casa de shows que marcou a história do rock entre 87 e 96 e recebeu nomes como Cazuza, Skank (dizem que foi onde eles nasceram, se apresentando para um público de 37 pessoas), Raimundos, Tim Maia, Marisa Monte, Caetano, Ira!, Joe Satriani e por aí vai...Dizem que era o lugar preferido de Nick Cave quando vinha a cidade. Aqui neste vídeo documento, no minuto 31:40, tem um trecho do show "O baú do Raul" de 92, gravado lá.
E foi exatamente em 92 a última vez que estive na casa. Vale lembrar que muita coisa mudou de lá pra cá. Vinte e três anos depois, pouco sobrou do antigo Aeroanta. Nem a rua Miguel Isasa existe mais. Hoje ele fica na movimentada e modernizada Av. Faria Lima. A região ainda mantém alguns botecos e camelôs da época em que o Largo da Batata era um local bem mais popular. O que, por um lado, é bom. Apesar de menos opções, a tradição de fazer um esquenta no boteco ao lado, para gastar menos na balada, ainda se mantém.
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"COMER & BEBER""ENTRE NÓS"

A cozinha do Olimpo

A cozinha do Olimpo
Q
uando pensei em escrever sobre o restaurante Acrópolis, fiquei na dúvida em quê, exatamente, seria esse post: o restaurante? A comida? A tradição? O atendimento? Cheguei a conclusão que o sucesso de tantos anos é a mistura de todos esses ingredientes além, é claro, de muito trabalho. Mas não dá pra falar do Acrópoles sem antes descrever um pouco do "seu Trasso", o proprietário. De origem grega, Thrassyvoulos Georgios Petrakis, mais conhecido como "seu Trasso", chegou a São Paulo em 61, junto com a esposa e filha recém nascida, a pedido de sua cunhada, que queria o conhecer. Ele acabou ficando e trabalhando na quitanda que ela mantinha na Zona Norte da cidade. Ao mesmo tempo, ele também começou a trabalhar como garçom no Acrópoles, que na época se chamava "Cantinho Grego", de propriedade de um conterrâneo. acropoles6Em 1969, uma tragédia aconteceu em sua vida. Ele perdeu a esposa, a filha, a cunhada e o filho dela, numa explosão de gás do chuveiro, na casa de veraneio da família, em Santos. Depois do acidente, ele decidiu continuar no Brasil, mesmo sozinho, e trabalhar no restaurante. Em poucos anos, ele comprou o Acrópolis e o transformou no que é considerado hoje como um dos melhores restaurantes da cidade. Chegou a ter uma filial nos Jardins que uma filha cuidava mas, segundo ele, ela não soube administrar e tiveram que fechar. Acredito muito mais que a presença dele seja o diferencial. acropoles4Aos 99 anos, vai todos os dias trabalhar e esbanja simpatia e bom humor. Até pouco tempo, seu Trasso, supervisionava o restaurante, recebia os clientes na porta e ficava o tempo todo atarefado no atendimento das mesas. Hoje, uma outra filha o ajuda e ele consegue ficar mais tempo sentado, tomando um vinho, que dizem ser o segredo da longevidade dos gregos, e apreciando o grande movimento da hora do almoço. Mas não perde o foco. Conversando comigo, ele pergunta se gostei da comida. Disse que sim e ele comenta: "Todo mundo diz isso!" <3 acropoles5Toda essa dedicação e trabalho estão estampados nas paredes branquíssimas do restaurante: Prêmios, reportagens, fotos com celebridades, mais prêmios, fotos espetaculares da Grécia e mais prêmios pela excelência gastronômica. O Acrópoles tem uma aparência bem simples e informal, como de um boteco, o que torna ainda mais agradável o ambiente.

acropolesNão tem cardápio. Você vai até a cozinha e escolhe o que quer comer: carneiro assado, carneiro com molho avgolemono, charuto de repolho, mussaká, pato com champignon, vitela ao forno, salmão, camarão a parmegiana, polvo ao vinho, risoto de frutos do mar, lula recheada e por aí vai... Você escolhe o prato principal e mais dois acompanhamentos já determinados. Os preços vão de 36 a 62 reais a porção inteira (muito bem servida) ou 15 a 28 reais por meia porção. Tem também algumas opções de entradas, como o  bolinho de camarão, lula a dorê, polvo a vinagrete, coalhada seca, salada, que podem ser pedidas na mesa.

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Viúva do Drosophyla

Viúva do Drosophyla

B
ar que nasceu em Belo Horizonte nos anos 90 e veio pra São Paulo em 2001, na rua Pedro Taques 68, numa rua escondida, travessa da movimentada Consolação, acabou ganhando o coração dos seus frequentadores. Tanto, que ele começou a fazer mais sucesso em São Paulo do que em sua cidade de origem. Não só pelo aconchego da casinha dos anos 30, como pela decoração com riqueza de detalhes, som ambiente de qualidade, um cardápio divertido, pratos simples e gostosos, drinks diferentes (como o drink do Imperador que era servido num cálice que acendia quando batia o fundo) e um gatinho (felino) que circulava pelo bar. Ah, a garagem da casa servia de lojinha com roupas e acessórios. A sensação que tinha é que estávamos numa festa na casa de amigos. Era um lugar onde se ia depois do trabalho, rever amigos, comemorar algum aniversário...Pessoalmente, minhas lembranças de lá sempre foram muito boas.

A surpresa veio em julho do ano passado, quando foi noticiado que o sobrado seria demolido para a construção de (mais) um edifício. Foi triste não só pelo valor histórico. Junto com o sobrado, ia embora vários bons momentos. Deveríamos estar acostumados. Em São Paulo, não temos a cultura de preservar nossa história.

Mas em janeiro desse ano tivemos uma boa notícia. O Drosophyla foi reaberto. E o que é mais incrível é que está instalado num casarão tombado da década de 20. A casa foi totalmente restaurada e está impecável. É maior que a anterior, ou seja, passará mais tempo olhando cada detalhe. Janelões belíssimos no andar superior, onde antes, provavelmente, era um quarto e que dão para uma varanda.Nada a dever para o anterior. O uniforme dos funcionários é assinada pelo Ronaldo Fraga.

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Cafezal Café

Cafezal Café
Confesso: todas as vezes que fui no CCBB ver alguma exposição, nunca tinha reparado nesse restaurante no terceiro piso. Talvez porque nunca tinha ido em alguma exposição na hora do almoço (a hora que abre). Confesso também que eu só queria dar uma paradinha na exposição do Kandinsky pra tomar um café e descobri que não serviam somente café no horário das 11 às 17 horas (qual o nome do estabelecimento mesmo?). Só após esse horário. Daí, como eu tava lá, almocei.

Ele é o mesmo café que tem no piso térreo, com a diferença que serve almoço e...não serve café antes da 17 horas. O que vi foi muita gente sentando e pedindo um café e, ao ser avisados que era só almoço, as pessoas se levantavam e iam embora. Enfim...

O cardápio até que é bem variado: risotos, massas, carnes...mas, como a maioria das vezes, estou na saga de alguma exposição, melhor seguir com as saladas e quiches. Também tenho minhas dúvidas se o restaurante tem estrutura de restaurante e se realmente os pratos são produzidos na hora. Me parece mais aquela estrutura "Frans Café" de pratos descongelaados na hora. Posso estar fazendo um julgamento equivocado, mas essa é a impressão que tenho. Mas qualquer dia peço um "prato" para testar. Um dia que não tenha que ficar andando mais 2 horas na exposição, no caso1

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Café da manhã – Quartier du Pain

Café da manhã – Quartier du Pain

P
adaria de alto padrão ou, frescamente conhecida como Boulangerie. Ideal para aquele café da manhã especial, no domingo de preguiça, que se estende até 3 da tarde (horário que encerra o brunch).

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